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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estudo diz que pornografia pode ser prejudicial ao cérebro



Homens que passam muito tempo vendo pornografia na internet parecem ter menos matéria cinzenta em certas partes do cérebro e sofrem redução de sua atividade cerebral, indica um estudo alemão publicado nesta quinta-feira (29) nos Estados Unidos.

"Encontramos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia durante várias horas por semana e o volume de matéria cinzenta no corpo estriado direito do cérebro", assim como a atividade do córtex pré-frontal, escrevem os cientistas do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano em Berlim.

"Esses efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal resultante de intensa estimulação no centro do prazer", acrescentou o estudo, publicado na edição online da revista "JAMA Psychiatry", da Associação Médica Americana.

 Os autores, no entanto, não puderam provar que esses fenômenos sejam causados diretamente pelo consumo de pornografia e, por isso, afirmam que é necessário continuar com as pesquisas. Mas, segundo eles, o estudo já fornece um primeiro indício da existência de uma relação entre o ato de assistir a pornografia e a redução do tamanho e da atividade do cérebro como reação ao estímulo sexual.

Para realizar a pesquisa, os autores recrutaram 64 homens saudáveis com idades de 21 a 45 anos, aos quais pediram para responder a um questionário sobre o tempo que dedicavam a assistir a vídeos pornográficos. O resultado foi, em média, de quatro horas semanais.

Os voluntários também foram submetidos a um exame de ressonância magnética do cérebro para medir seu volume e observar como ele reagia às imagens pornográficas.

Na maioria dos casos, quanto mais pornografia os indivíduos viam, mais diminuía o corpo estriado do cérebro, uma pequena estrutura nervosa bem abaixo do córtex cerebral.

Os cientistas também observaram que, quanto maior o consumo de imagens pornográficas, mais se deterioravam as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal, que é a camada externa do cérebro encarregada do comportamento e da tomada de decisões.

G1

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Professor diz que games e pornô na web levarão homem à "extinção"

Um professor de psicologia da universidade de Standford, nos Estados Unidos, tem uma teoria de que os jogos de videogame e os filmes pornô na internet irão levar o homem a ser extinto do planeta Terra. Uma reportagem do jornal "Daily Mail", a teoria de Philip Zimbardo, diz que estes dois meios de entretenimento está criando uma "geração de homens desajustados".

Ele explica que os homens atuais estão criando muitos vícios que os deixa "incapazes de realizar funções normais ou de terem relações saudáveis no mundo real". No entendimento do professor, os homens estão gastando muito tempo isolados no mundo digital e, para ele, pessoas sozinhas tendem a morrer mais cedo.

Zimbardo publicou um livro chamado "The Demise of Guys: Why Boys are Struggling and What We Can Do About It" (A Morte dos Homens: por que os jovens estão lutando e o que podemos fazer sobre isso, em tradução) em que afirma que os homens estão crescendo sem a necessidade básica de serem animais sociais.

"Os homens estão gastando uma grande parte do seu tempo diário no mundo digital, jogando videogames e assistindo a filmes pornô, no YouTube, enviando mensagens, assistindo a partidas de futebol, sozinhos na maioria do tempo", diz o professor no livro. Além de sugerir que pessoas que passam longos períodos de isolamento morrem mais cedo do que aqueles que têm maior convívio social, Zimbardo acredita que quem passa muito tempo na internet perde a habilidade de contato com pessoas na vida real.

Sua teoria ainda aponta que homens que jogam videogames e assistem a filmes pornô estão sendo "formatados" e que é muito difícil trazê-los de volta. Este processo tirou o homem de sincronia na escola, no ambiente de trabalho e em relacionamentos românticos. "O uso excessivo de videogames e de pornografia na internet na busca por algo a mais está criando uma geração de homens que não gostam de correr riscos, que não conseguem passar pelas dificuldades inerentes dos relacionamentos reais da vida, do trabalho e da escola".

G1